Unidade CAL Laranjeiras
Espaço Yan Michalski
. . .
Com a palavra, o diretor
Dogville inicialmente foi um filme. Depois ganhou uma adaptação teatral, algo até previsível visto que a concepção de seu autor/diretor Lars Von Trier é carregada de Teatralidade.
Quando a BT51 manifestou o desejo de levar à cena algo político, o texto de Dogville me pareceu perfeito. Na peça estão várias questões atuais que nos atravessam: a violência contra a mulher, o olhar preconceituoso para com o estrangeiro, o uso da moralidade como justificativa para a crueldade (o cidadão de bem).
Nossa encenação dialoga com a própria proposta do filme de 2003. É um palco aberto onde poucos elementos cênicos convidam a uma participação do espectador. Neste Teatro Épico, os atores são também narradores, Contadores de Histórias que ousam ser bonecos e bonequeiros.
Grace (a graça divina) é o milagre que Dogville (a cidade dos cães) deixou escapar. Mas não se enganem. Os cidadãos de bem desta cidade-bicho estão em todos os lugares, à espreita, esperando apenas a chance de se revelarem.
"De-lhes o que comer e eles vão se empanturrar até explodir.
Marcos França
Lars Von Trier
Marcos França
João Lopes
Soraya Bastos
Ana Lisboa
Marcos França
Rita Ariani
João Pedro Pinaud
Lia Ariani