Unidade CAL Glória
Rua Santo Amaro 44
TOC TOC, escrito por Laurent Baffie em 2005 e traduzido e montado diversas vezes após estrondoso sucesso na França, foi o texto escolhido para este espetáculo de formatura da TEC-T. Em tempos de tensões e angústias variadas, a comédia é um excelente remédio e um exercício interpretativo rico e prazeroso, na busca pela energia cênica e pelo timing perfeito.
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Com a palavra, o diretor
“Foi através do filme que conhecemos a obra e nos lançamos na divertida empreitada de criar nossa própria adaptação. Misturando o roteiro do filme com o texto original do espetáculo teatral, chegamos à nossa própria dramaturgia, que conta com muitas contribuições nossas, a grande maioria levantada em experiências na sala de ensaios. Diversos personagens tiveram seu gênero alterado, as referências específicas de Paris ou Madri foram substituídas pelo Rio de Janeiro da atualidade.
Encontramos diversas dificuldades: a própria estrutura da peça (em que todos os atores permanecem em cena quase o tempo todo) que exige de todos um completo domínio sobre a sequência (nem sempre lógica) de assuntos, falas, gestos, cenas, momentos; encontrar o ritmo de comédia que permita atingir e sustentar o humor pulsante do texto; o estilo de interpretação que transita em muitos momentos de um despretensioso humor cotidiano para um histriônico e vigoroso humor físico, com situações que beiram o chamado Teatro do Absurdo… Mas nada mais difícil do que o próprio tema - fazer rir ao abordar um assunto relativo à saúde mental, tentando não ser desrespeitoso para com aqueles que sofrem dos mais diversos tipos de transtorno, mas sem perder o espírito lúdico da peça, que vai além de qualquer capacitismo ao abordar a complexidade de cada ser humano trazido à cena. Ao adaptar e dirigir, tentei pensar no efeito que o filme teve sobre mim: me divertiu, mas me conscientizou sobre meus próprios tiques e manias, me estimulou à superação de alguns dos meus próprios padrões de comportamento.
E, enfim, cortes, acréscimos, sorrisos e ciladas nos trou-xeram até aqui: o consultório de uma famosa psicoterapeuta, em Copacabana (ou será que é Botafogo?), onde seis pacientes aguardam. Cada um imerso em suas próprias questões, a grande maioria sofrendo de algum tipo de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), eles se sentam em uma Sala de Espera/Purgatório, sem saber quando ou como serão atendidos, sem saber se conseguirão superar os seus dilemas, mas dispostos a se arriscar…”
Menelick de Carvalho
Laurent Baffie
Menelick de Carvalho
Ingrid Manzini
Daniel Herz
Victor Aragão / Ponto Cenografia
Marcella Amorelli
Ingrid Manzini
Ingrid Manzini
Eduardo Rabello
Luís Filipe da Costa
Rita Ariani
Andreia Martins
Rita Ariani
Pablo Henriques
Maria Manfrenatti
Marcia Quarti