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WILL WOMEN OU AS MULHERES & SHAKESPEARE

com Adriana Maia


PERÍODO DO CURSO

22 SET - 20 OUT


Provocador Xando Graça

Uma das formas de perceber o desenvolvimento da obra shakespeariana é observar a relação do bardo com suas personagens femininas. O jovem iniciante que criou a megera Catarina provavelmente percorreu uma árdua jornada para se tornar o dramaturgo que concebeu Hermione e Perdita de “O conto de inverno” ou Miranda de “A tempestade”. O que acontece com suas personagens femininas, o que ele pensa a respeito delas, o que engendra dramaticamente para elas realizarem, o que elas representam para sua obra e, talvez, como ele se “tornou” uma delas, são alguns pontos que pretendo abordar em oito encontros online.
Seguir a progressão das personagens femininas nas peças de Shakespeare nos traz a percepção de que ele “quebrou” um formato. Quando chega a Londres, por volta de 1590, o jovem autor molda suas mulheres de acordo com a dramaturgia vigente, ou seja, com pouca complexidade e um tanto estereotipadas. Depois de escrever durante cinco anos passa a ver o universo feminino em sua diversidade.
As mulheres em Shakespeare não são consideradas como poder político (com exceção de Cleópatra), entretanto sempre aparecem observando o status quo ou mantendo-se ao lado dele. Existem aquelas que desejam o poder (Lady Macbeth, Goneril, Regana, Rainha Margarida, Tamora, Titânia, entre outras). Ou aquelas que querem evitar a violência causada por ele (Cordélia, Virgília ou a Pórcia, de Júlio César). Existem outras que desejam contorná-lo (sra Page e sra Ford, Madame Japassada) e também existem as que concordam com ele (Volumnia). Sem esquecer daquelas que subvertem ou combatem o poder (Isabel, Beatriz, Viola, Rosalinda, Julieta) ou fazem uso de sua sexualidade para participar do comando (Gertrudes, Lady Anna, Lady Grey). Próximas do círculo do poder estão ali na maior parte do tempo assistindo ao espetáculo da supremacia masculina. Não se trata de uma questão sem importância ou neutra para elas. As mulheres em Shakespeare são habilidosas observadoras.
Shakespeare no final de sua vida encontrou um caminho para mostrar que o mundo pode ser mais harmônico através da compaixão e da alteridade e fez isso por meio de suas mulheres.

Encontro 1

As enfezadas:
Catarina de “A megera domada” e Adriana de “A comédia dos erros”
As guerreiras:
Joana D’Arc e Margarida das três partes de Henrique VI e Ricardo III

Encontro 2

As apaixonadas:
Julieta de “Romeu e Julieta”, Créssida de “Troilus e Créssida”, Helena de “Sonho de uma noite de verão” e Beatriz de “Muito barulho por nada”

Encontro 3

Garotas que viram garotos:
Rosalinda de “Uma peça como você gosta”, Porcia de “O mercador de Veneza” e Viola de “Noite de reis”
As/Os personagens transgêneros
Puck de “Sonho de uma noite de verão” e Ariel de “A tempestade”

Encontro 4

Filhas desobedientes:
Desdêmona de “A tragédia de Otelo”, Hermia de “Sonho de uma noite de verão”, Cordélia de “Rei Lear”, Célia de “Uma peça como você gosta” e Anna Page de “As alegres mulheres de Windsor”

Encontro 5

As desafortunadas:
Ofélia de “Hamlet” e Rainha Elizabeth de “Ricardo II e Lady Macduff de “Macbeth”
As subversivas:
Isabel de “Medida por medida”, Helena de “Bem está quando bem acaba”, as bruxas de “Macbeth” e sra Page e sra Ford de “As alegres mulheres de Windsor”

Encontro 6

As mães:
Gertrudes de “Hamlet”, Volumnia de “Coriolanus” e Hermione de “O conto do inverno”

Encontro 7

Loucas pelo poder:
Lady Macbeth de “Macbeth”, Tamora de “Titus Andronicus”, Goneril e Regana de “Rei Lear”
As que têm poder:
Cleópatra de “Antonio e Cleópatra” e Olívia de “Noite de reis”

Encontro 8

Filhas que redimem o pai:
Marina de “Péricles, o príncipe de Tiro”, Imogênia de “Cimbelino”, Perdita de “O conto de inverno” e Miranda de “A tempestade”

Referências Bibliográficas

SHAKESPEARE, William. Obras completas – Volumes I, II e III. Tradução Oscar Mendes e Carlos de Almeida Cunha. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1989

BLOOM, Harold. A invenção do humano. Tradução José Roberto O’Shea, Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1998
GREER, Germaine. Shakespeare. Tradução Barbara Heliodora, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1986

HELIODORA, Barbara. O que as peças contam. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014

PACKER, Tina. Women of Will – The remarkable evolution of Shakespeare’s female characters. New York: Vintage Books, 2016

GREENBLATT, Stephen, Como Shakespeare se tornou Shakespeare. Tradução Donaldson M. Garschagen e Renata Guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011


Adriana Maia . Doutora em Teatro pelo PPGAC da UNI-Rio. Foi uma das coordenadoras do programa Horizontes Culturais, um projeto de formação de plateias e valorização da cultura artística nas escolas, direcionado a professores e alunos da rede pública municipal do Rio de Janeiro

.
É professora da Faculdade CAL de Artes Cênicas. Foi uma das componentes do grupo teatral Além da Lua que em 1985 recebe o Prêmio Molière de Incentivo ao Teatro Infantil. Em 1986, já como diretora, seu espetáculo “Infância” é laureado com o Prêmio Mambembe de melhor espetáculo infanto-juvenil. Foi integrante do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo de Aderbal Freire Filho, do Núcleo de Teatro a Céu Aberto de Marcos Vogel e da Cia do Paraíso de Gillray Coutinho. Trabalhou como atriz em espetáculos dirigidos por Amir Haddad, Camila Amado e João Fonseca. Em 2004, concebe e atua no espetáculo “Fazendo Ana Paz”, livro de Lygia Bojunga e logo em seguida funda o grupo Teatro das Possibilidades e desde então realiza uma série de espetáculos produzidos pelo grupo como diretora e atriz, como “A estranha viagem de Maria Cecília”, vencedor da Menção Honrosa do Prêmio Zilka Salaberry (2012). Em 2013 também foi laureada com a Menção Honrosa do Prêmio Zilka Salaberry com “Amorosa” com atuação e produção de Fátima Café. Em 2015, junto com o grupo “Os trágicos” encena “Hamlet ou morte!” e “Faz de conta que é tempestade”, espetáculos que abordam a dramaturgia shakespeariana. Estreou esse ano “455: Macbeth” no Castelinho do Flamengo que apresentava uma versão condensada da peça original para a realização de uma performance itinerante.

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Adriana Maia . Doutora em Teatro pelo PPGAC da UNI-Rio. Foi uma das coordenadoras do programa Horizontes Culturais, um projeto de formação de plateias e valorização da cultura artística nas escolas, direcionado a professores e alunos da rede pública municipal do Rio de Janeiro

.
É professora da Faculdade CAL de Artes Cênicas. Foi uma das componentes do grupo teatral Além da Lua que em 1985 recebe o Prêmio Molière de Incentivo ao Teatro Infantil. Em 1986, já como diretora, seu espetáculo “Infância” é laureado com o Prêmio Mambembe de melhor espetáculo infanto-juvenil. Foi integrante do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo de Aderbal Freire Filho, do Núcleo de Teatro a Céu Aberto de Marcos Vogel e da Cia do Paraíso de Gillray Coutinho. Trabalhou como atriz em espetáculos dirigidos por Amir Haddad, Camila Amado e João Fonseca. Em 2004, concebe e atua no espetáculo “Fazendo Ana Paz”, livro de Lygia Bojunga e logo em seguida funda o grupo Teatro das Possibilidades e desde então realiza uma série de espetáculos produzidos pelo grupo como diretora e atriz, como “A estranha viagem de Maria Cecília”, vencedor da Menção Honrosa do Prêmio Zilka Salaberry (2012). Em 2013 também foi laureada com a Menção Honrosa do Prêmio Zilka Salaberry com “Amorosa” com atuação e produção de Fátima Café. Em 2015, junto com o grupo “Os trágicos” encena “Hamlet ou morte!” e “Faz de conta que é tempestade”, espetáculos que abordam a dramaturgia shakespeariana. Estreou esse ano “455: Macbeth” no Castelinho do Flamengo que apresentava uma versão condensada da peça original para a realização de uma performance itinerante.

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